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2005/01/30

Entre-aspas: Importa-se de repetir??? 

«We're having the time of our lives!»

George W. Bush, enquanto dançava na cerimónia de tomada de posse para o seu segundo mandato.

E ele está, de facto, a divertir-se como nunca se divertiu na vida. Já lá vão duas guerras e a responsabilidade por mais de 1.400 americanos e 200.000 iraquianos mortos não lhe pesa na consciência...

2005/01/25

Filmes: Mas isto escreve-se ou não? 

Já tentei escrever este post três ou quatro vezes! Hoje decidi que já chegava de "bloqueio de blogger" e, melhor ou pior, a coisa tem que ser publicada!

O que é mais estranho é aquilo que torna difícil escrever sobre o DVD do Gato Fedorento: a tentação de glosar uma das muitas piadas deles! Na primeira versão, este post começava com "ah e tal...", a seguir era "o-papel-qual-papel", depois era o homem que não sabia mentir... Uma verdadeira praga! Então não consigo escrever sobre estes quatros gajos sem fazer imitações baratas?

A verdade é que é difícil... E é isso que explica o fenómeno. Os gajos são contagiosos! Por isso não compre o DVD... É perigoso!

2005/01/24

Música: Rubis, esmeraldas e outras 

Primeira nota de bom gosto: menos de 35 minutos de duração num CD com 15 faixas. Alguém falou em Punk?

Agora imaginem que a voz de Jim Morrison se unia aos sons criados por Tom Waits e à ireverencia de Jarvis Cocker, num teatro de Berlim dos anos 20 com Kurt Weill a dirigir a mistura. Alguém falou em loucura total?

Adam Green é isto e tudo mais num dos albums mais viciante e deliciosamente divertido dos últimos anos. Aqui nada é para levar a sério, apenas a vontade de criar canções curtas, eficazes e (desculpem a repetição) deliciosamente divertidas.

Gemstones não é o primeiro trabalho de Green,e acreditem, depois de se ouvir este a vontade de conhecer o que este miúdo tem mais para mostrar é bastante.

Já referi que o albúm é deliciosamente divertido?

Ponto alto: Choke on a cock, com Bush à mistura, a critica e a ironia numa fusão delirante.

2005/01/21

Segundos... 

Na laranja o sol e a lua dormem de mãos dadas.


Eugénio de Andrade

2005/01/18

Filmes: Cinco vezes dois... 

Cinco vezes duas pessoas. Cinco situações de uma vida a dois. Cinco episódios que invertem o curso do tempo. Um história que se desenvolve do fim para o princípio. Um filme que se constroi. Padrões que se repetem. O mesmo olhar vazio, ausente. A falta de contacto. A superficialidade que se desvenda...

E a música. Os sons que pontuam, que desconcertam, que dividem cada momento daquele que se segue. E a voz inimitável de Paolo Conte. O calor latino da música italiana. Uma banda sonora que apetece comprar no momento em que se sai do cinema.

E o desconforto. A tensão. A violência inicial. O choque. A repulsa... E a normalidade. A vida estúpidamente normal que salta do ecrã. Cinco vezes dois? Só cinco?

2005/01/15

Música: O assobio 

O Assobio da Cobra, de Manuel Paulo, é, quanto a mim, um disco fraco. Apesar da qualidade das composiçoes, poucas são as canções que realmente nos puxam a elas e nos obrigam a abraçá-las. Felizes excessões:

Faixa nº 2: Malhas Caídas, com uma Manuela Azevedo envolta em acordeão e teclas, sensual como sempre, puro veludo, Não me interpretes mal, Não me queiras julgar, Sabes que a solidão deixa a razão fora do seu lugar....

Faixa nº 8: Nunca Parto Inteiramente, com um Manel Cruz aparentado de crooner, acariciado por sax e xilofone, verdadeiro como sempre, Fica sempre qualquer coisa por fazer, às vezes quase lamento, mas são coisas que eu invento com medo de te perder...

2005/01/12

Sensações... 

Hoje perdi uma amiga... uma amiga única. Especial. De olhos escuros, voz serena e uma grandeza de emoções inqualificável. Uma criança “menina-adulta” que sempre recordarei com um sorriso e amor.

J. tinha 12 anos quando tudo começou. Passaram quatro anos e a “menina-adulta”, nunca chegou a conhecer a adolescente. Hoje perdi também mais uma parte da minha antiga vida. Esta tristeza de perder, vem igualmente acompanhada de nostalgia, dúvida e uma luta inglória para viver.

Viver. Essa foi a aprendizagem que a J. me deixou... E por muito que sintamos quão grande é a nossa perda, jamais sentiremos as dos outros...

Como a J. existem muitas crianças que lutam pela vida, ainda que saibam que em breve partirão... Passamos simplesmente por este mundo sem parar e sentir que não estamos agarrados a nada que não as emoções de sermos quem somos.

Fica aqui num espaço dividido, um mimo, para a menina que nos transformou a todos. Para os seus pais, simplesmente o agradecimento pelo privilégio de ser amiga de dois seres profundamente fascinantes que muito lutaram pela VIDA.

Para ti, minha doce J. encontrar-nos-emos na Terra do Nunca.

Simplesmente sensações.

2005/01/11

Música: Two Way Monologue 

Há algum tempo que me apetecia uma daqueles albúms que sabem bem ouvir a qualquer hora, daqueles que prende e voltam uma e outra e outra vez. Apesar de andar a ouvir muito Zélia Duncan com Eu me transformo em outras (falarei dele um dia destes) este mocito de olhar imberbe e cara laroca de nova estrela da pop entra-me pelo leitor de Cds adentro e recusa-se a sair.

E ainda bem. É leve, bem construído, sério q.b., a lembrar nalguns pontos Divine Comedy, noutros Pulp, aqui e ali um cheirinho de Ryan Adams, umas entradas à Beatles.

Enfim, benvindo Sondre Lerche à minha casa.

2005/01/09

Filmes: ...da Terra do Nunca 

À procura da Terra do Nunca.

Lágrimas doces e nostálgicas de uma criança que já não existe... a tristeza de querer ser Mulher, madura, sem espaço para sonhar... fantasiar e o mais difícil acreditar.

"Por cada vez que uma criança diz, eu já não acredito em fadas, morre um fada por esse mundo fora."

A vida é igualmente morte. Mas acreditar é sentido de viver. E morte pode ser viajar para essa terra onde as crianças nunca crescem. Peter é uma criança que nos envolve com o seu olhar, num mundo de raiva e perdão que nos baralha as emoções. Só podem existir crianças assim na terra do nunca... e eu, Catarina, confesso, não sabia que era possível procurar a Terra do Nunca.

Este filme é muito aconselhável a gente dura de emoções.

2005/01/07

Sensações... 

O equilíbrio em forma de desequilíbrio...
A dor de uma solidão ameaçadora sem passo seguinte.

Talvez nada disso.

Apenas um Homem que procura divertir-se em posição omnipotente sobre uma rocha redondamente enganada.
Uma Mulher de pernas marcadas que teme em sair do seu lugar...

Simplesmente sensações.

2005/01/05

Momentos: do ano velho 

Nina Nastasia
Joanna Newsom
Carl Hancock Rux
Jill Scott
"Somebody Told Me" dos The Killers
Franz Ferdinand
The Arcade Fire
Pluto
Clã e Rosa Carne
Johnny Cash, sempre
Rufus Wainwright na Aula Magna
Giant Sand
Outkast e Love Bellow
Tanya Donelly com Whiskey Tango Ghosts
Taschen, tudo
Dan Brown e o "Código"
Sarah Kane
Cidade de Deus
O reaproximar de velhos e queridos amigos
A continuação do Amor
E mil outras pequenas grandes coisas...

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